Phillipe II que subira ao trono em 359 a.e.c. unia a sua grande ambição a prudência, a energia e a absoluta falta de escrúpulos de ordern moral. Exilado em Tebas como refém, tivera oportunidade de conhecer Epaminondas e os problemas das cidades gregas. Três fatores construíram a vitória de Philipe sobre a Grécia: sua capacidade pessoal aliada a um exato conhecimento de seus adversários; O exército macedônico no qual, ao lado da cavalaria tradicional e aristocrática, desempenhou papel relevante a falange, corpo de infantaria pesada organizada por Phillipe, cujos guerreiros levavam, entre outras armas a sarissa (lança longa) e estavam protegidos por uma pesada couraça; um aperfeiçoado material de cerco das cidades completava o equipamento bélico dos macedônios. Além da forte personalidade de Phillipe e de seu poderoso exército, o terceiro fator de suas vitórias foi a profunda desunião reinante entre os helenos.
O astuto macenio soube aproveitar essa situação entre as cidades não so para ampliar suas conquistas territoriais, mas até mesmo para insinuar-se como árbitro supremo das desavenças e campeão do pan-helenismo.
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